Serena ria alto no tapete da sala, as mãozinhas tentando agarrar o brinquedo colorido que eu balançava na frente dela. A luz suave do fim de tarde entrava pela janela, pintando a sala de dourado, e por um instante me permiti esquecer tudo — o tribunal, as dores, os fantasmas. Ali, deitado no tapete com minha filha, só existia paz.
— Vamos, pequena, você consegue pegar — murmurei, rindo quando ela fez uma careta e quase caiu para o lado.
Meu coração ainda se espantava com a força que ela tinha d