O quarto ainda parece estranho para mim. As paredes brancas, o bip constante das máquinas, o cheiro de hospital impregnado no ar. Eu tento me acostumar, mas é como se meu corpo estivesse aqui e minha mente em outro lugar — um vazio em que nada faz sentido.
A psicóloga está sentada à minha frente, com um caderno no colo. Ela me fala com paciência, como quem lida com uma criança que acabou de aprender a dar os primeiros passos.
— Giulia, é importante que você não se pressione. A memória, quando s