A gravata preta estava torta. Eu sabia, porque já tinha tentado refazê-la três vezes e continuava parecendo um nó mal feito. Suspirei, encarando meu reflexo no espelho do quarto. O terno sob medida caía perfeitamente, como tudo que minha mãe escolhia para mim desde que eu era criança. Eu parecia um Calahan — impecável, elegante… e sufocado.
Quando estiquei o braço para pegar o relógio de pulso sobre a cômoda, um leve bater à porta me fez congelar.
— Entre. — Minha voz saiu mais baixa do que eu