Londres cheirava a chuva e folhas secas. O som dos carros passando apressados nas poças ecoava pela rua, e eu caminhava sem pressa, o guarda-chuva equilibrado sobre o ombro. A mochila pesava nas costas, cheia de livros de anatomia e cadernos que eu provavelmente não abriria hoje.
Eu passava em frente a uma pequena galeria de arte e, por um instante, parei. As pinturas na vitrine eram todas modernas, cheias de cores vivas e traços expressivos. Elas pareciam tão… livres. Diferentes da vida meticu