ANGELINE HARRINGTON
Eu ainda estava encarando o espelho. Minhas lágrimas haviam secado, mas a dor era uma marca mais profunda que a própria cicatriz. Tocava a linha irregular, cada saliência, cada depressão, como se lesse em braille a história da minha vida. Era uma sentença eterna. Não só pela perda do amor de meus pais, mas pela ausência de Ângelo, meu melhor amigo, meu irmão gêmeo, meu protetor.
"Se Ângelo estivesse vivo…" o pensamento vinha, doce e torturante. Ele nunca teria permitido. Le