NIKOLAI VOLKOV
O carro cortava a noite em velocidade absurda, as luzes da cidade borradas além dos vidros. Eu não via nada além do rosto pálido de Angeline contra meu peito, seus lábios quase transparentes, a respiração tão fraca que mal movia o peito.
De repente, seu corpo amoleceu completamente.
— Angeline? — chamei, apertando-a contra mim. — Angeline!
Ela não respondeu. Seus olhos estavam fechados, sua pele fria.
— Ela está morta?! — gritei, a voz rouca de pavor, os olhos fixos no médico qu