ANGELINE HARRINGTON
O médico hesitou, o celular na mão, o olhar dividido entre a ética e a obediência. Ele me conhecia há meses. Sabia que eu não era uma mulher que fazia exigências vazias, mas também sabia que a vida de três pessoas dependia daquela decisão.
— Não! — minha voz foi um grito, apesar da dor. — O senhor não vai avisar ninguém. Muito menos ele. O senhor vai fazer a maldita cirurgia aqui mesmo, com os recursos que tem. Por favor, doutor… ai!
— Senhora, mas se algo acontecer…
— Nada