NIKOLAI VOLKOV
Seis meses.
Seis meses se passaram e nada mudou. Angeline continuava fria, indiferente a todos os meus esforços, a tudo o que eu fazia e acontecia comigo. Cada tentativa de aproximação era recebida com silêncio. Cada mensagem, ignorada. Cada flor enviada, devolvida.
Ela não conseguiu me perdoar.
Acreditei — juro que acreditei — que um dia ela poderia olhar para mim sem o peso daqueles dias terríveis. Mas parecia que ela se sentia muito mais feliz longe de mim. Sua fisionomia, seu