ANGELINE HARRINGTON
O escritório de Nathan Rothschild ficava no último andar de um arranha-céu de vidro e aço, com vista para toda a cidade. A luz da tarde entrava em tons dourados, iluminando as estantes de livros antigos e os quadros que contavam a história de um império limpo, reconstruído desde o submundo.
Meu pai estava sentado em sua cadeira de rodas ao lado da janela, os olhos verdes — tão parecidos com os meus — fixos no horizonte. A doença havia avançado muito, mas ele ainda tinha uma