ANGELINE HARRINGTON
A manhã estava ensolarada, mas o frio de Moscou ainda mordia o rosto. Eu tentava me distrair, me convencer de que estava tudo bem, que as fotos eram apenas uma tentativa barata de me abalar. Mas por dentro, o tremor ainda existia.
Na sala ao lado da clínica, enquanto aguardávamos a chamada para o ultrassom, Yulia tagarelava sem parar, como sempre. Seus olhos, porém, insistiam em se desviar para um ponto específico da sala de espera — onde Yuri estava postado, ereto e silenci