ALEXIA DINIZ
O carro deslizou pelas ruas iluminadas de Milão, e o silêncio dentro dele era quase ensurdecedor. Aquele motor luxuoso, um suave ronronar abafado pela blindagem, parecia a única coisa viva no pequeno universo de couro e luxo. Eu estava encolhida no meu assento, a aliança de diamante pesando no meu dedo como um segredo radioativo. O metal frio era um lembrete constante da cena que acabávamos de encenar. Um farol de rua capturou o brilho da pedra, e parecia que o diamante estava me