A porta do quarto 314 da ala de recuperação intensiva abriu-se com um sussurro quase imperceptível. Samanta entrou com passos cuidadosos, como se cada centímetro daquele chão branco pertencesse a um território sagrado. O ambiente estava silencioso, exceto pelo som contínuo dos monitores cardíacos que marcavam, com um compasso firme, a vida de seu amor, Alberto Darius.
A claridade era suave, difusa, filtrada pelas persianas, e fazia com que os contornos do quarto parecessem irreais. O ar cheirav