Alberto
O sol escorria pelas nuvens como fios de ouro naquela manhã calma, e o céu limpo pintava São Paulo com uma cor quase irreal. Alberto dirigia com uma mão no volante e a outra repousando suavemente sobre a coxa de Samanta. O caminho era tranquilo, mas dentro dele, os pensamentos fervilhavam como caldeirão em ebulição.
Ela sorria. A cada esquina, apontava algo, fazia uma observação espirituosa, ou simplesmente ria de um pensamento qualquer que surgia. Sam era assim. Capaz de clarear até me