Samanta
O quarto estava em silêncio. O ar era impregnado por um cheiro de lavanda e antissépticos, mesclado com algo sutilmente doce, talvez as flores brancas sobre a mesa de canto, ou o perfume de alguém que ficou por muito tempo ali.
Samanta abriu os olhos lentamente, como quem emerge de um sonho pesado demais para carregar. Tudo ao redor parecia borrado, como uma tela de aquarela lavada pela chuva. A luz suave que entrava pelas cortinas entreabertas lhe agredia as retinas, forçando-a a pisc