O salão iluminava-se em dourado. Helena havia mandado abrir todas as cortinas, e a luz dos lustres refletia nas paredes e no mármore polido. A mesa estava posta com porcelanas francesas, taças de cristal e um arranjo de rosas vermelhas no centro, cujo perfume dominava o ar.
Alberto entrou devagar, o olhar percorrendo a cena.
— Tudo isso para um simples jantar? — murmurou, sem disfarçar o espanto.
— “Simples”? — Helena ergueu a sobrancelha, com um sorriso provocador. — Você me conhece, Alberto.