A presença de Alberto na casa já era, por si só, motivo de inquietação. Mas havia nele, naquela tarde, algo diferente: uma solenidade dura, quase um veredito. Bianca, ainda atordoada pela conversa que acabara de ter com o pai, mantinha-se sentada na beira da cadeira, as mãos trêmulas no colo.
Alberto ergueu-se devagar, ajeitou o nó da gravata com gesto preciso e lançou-lhe um olhar que não admitia hesitação.
— Está decidido. Você vai morar na mansão da sua tia Helena.
O coração de Bianca dispar