Giovana e Lia
A cozinha do castelo estava mergulhada em silêncio.
O único som que quebrava a calmaria era o leve tilintar das colheres contra as xícaras de porcelana.
Eu, Lia, caminhava com cuidado entre as bancadas, preparando a infusão de ervas que, dia após dia, servia para Aurora.
Além do chá, eu também colocava a mistura na jarra de água que Aurora costumava beber todas as noites antes de dormir.
O chá para acalmar a alma.
A água para trazer a destruição.
Meus dedos tremiam enquanto trabal