(POV Selene)
O silêncio que veio depois da fuga não era paz.
Era o tipo de silêncio que pesa mais do que gritos, porque carrega memórias, feridas abertas e promessas ainda não cumpridas.
A floresta parecia prender a respiração junto conosco. As folhas quietas, os pássaros ausentes, o vento preso entre os galhos. Caminhei devagar, o corpo ainda dolorido do último confronto, mas era dentro de mim que a dor latejava mais fundo.
O selo.
Sempre o selo.
Latejava como coração extra, queimando em cada