Henrique acordou aflito. Sabia que se tratava de Maurício, mas ainda não queria falar com ele. A raiva já havia passado, mas o orgulho ferido ainda cicatrizava.
Tentou ocupar a mente: treinou, revisou processos, mas ao anoitecer a angústia só piorou. Não conseguia comer, andava de um lado para o outro, e mesmo tentando se distrair, não focava em nada. O relógio da sala marcava cada segundo como um martelo em sua cabeça.
Resolveu sair para correr. Correu até o corpo cansar e a cabeça, por alguns