4 ANOS DEPOIS
Clara estava prestes à explodir.
Precisava respirar. Precisava de silêncio.
Sentou-se à mesa da cozinha e tomou um gole d’água, tentando acalmar o turbilhão que pulsava nas têmporas. Por um instante, pensou em algo mais forte — um uísque, talvez —, mas suspirou e deixou pra depois.
Ninguém a ouvia. Falava, explicava, pedia, mas parecia conversar com as paredes. Estava exausta.
Viu Antônio passar pelo corredor com o cabelo desgrenhado. Aquilo foi a gota d’água.
Respirou f