O dia amanheceu mais claro do que a noite anterior merecia. O céu, de um azul límpido e quase insolente, parecia zombar da exaustão cravada nos ombros de quem morava na casa do Norte. A luz entrava pelas janelas com uma confiança que Helena ainda não sentia, mas agradecia em silêncio. Era mais fácil respirar quando o mundo lá fora fingia que estava tudo normal.
Por dentro, nada estava.
A porta que respirava parecia mais calma, mas não indiferente. O disco que Lyria havia encostado nela repousav