O ar mudou antes de qualquer sombra aparecer.
Não foi vento.
Não foi frio.
Foi deslocamento — como se alguém tivesse tirado uma manta invisível de cima do vale.
Helena sentiu primeiro.
A runa subiu pela pele do braço como brasas vivas.
— Kael! — chamou, já correndo para o pátio.
Kael saiu pela porta quase ao mesmo tempo, a cicatriz ardendo num tom que ele não sentia desde a guerra antiga.
Lyria veio atrás deles, segurando a concha vazia como se fosse escudo.
— O rio… — Helena apontou. — Ele