Naquela manhã, o Norte acordou com um som que ninguém reconheceu de imediato.
Não era sino.
Não era lobo.
Não era vento.
Era ausência.
Helena foi a primeira a perceber.
Estava na cozinha, pegando uma jarra para encher, quando virou a torneira de pedra e… nada.
Nem um fio.
— Marta, mexeste nas válvulas do reservatório? — perguntou, tentando manter a voz neutra.
Marta franziu o cenho, as mãos sujas de farinha.
— Não encostei em nada, Luna. A água sempre corre a essa hora.
Helena apertou os lábi