A fumaça do braseiro ainda impregnava as paredes quando Helena acordou.
Não era cheiro de fogo acabado; era cheiro de decisão.
Um cheiro que permanecia mesmo quando o vento mudava.
Kael estava sentado à beira da cama, costas largas curvadas para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos.
Ele não dormira — ela sabia sem perguntar.
— Estás ouvindo alguma coisa? — Helena perguntou, a voz ainda arranhada.
Kael balançou a cabeça.
Mas o olhar dizia mais: ele estava sentindo.
Sentindo o ar,