Kael sentiu antes de ver.
O silêncio dentro dele — aquele que sempre fora muralha — contraiu-se de forma estranha, como se alguém tivesse tocado seu limite interno sem atravessar. Não dor. Não lembrança direta. Algo mais traiçoeiro.
Desconfiança.
Ele estava no pátio, afiando uma lâmina que não usava há meses, quando a sensação veio. A lâmina escorregou um pouco, cortando de leve o dedo. O sangue brotou rápido.
Kael encarou o vermelho contra a pele.
O silêncio dele oscilou.
Não fraqueza.
Interfe