O amanhecer não trouxe alívio.
A luz surgiu tímida, quase pedindo permissão para entrar no vale. As sombras da noite ainda estavam ali, presas aos cantos, às frestas, aos lugares onde o medo costuma se esconder depois de falhar.
Helena acordou antes de todos.
Não por barulho — mas por ausência dele.
A casa respirava, sim, mas com cuidado. Como alguém que acorda depois de uma febre alta e ainda testa o próprio corpo antes de confiar que está bem.
Ela levantou devagar, sem acordar Kael. Observou-