A noite caiu diferente.
Não foi brusca, nem pesada — foi cuidadosa. Como se o próprio céu estivesse aprendendo a se mover com menos ruído, respeitando algo frágil que se reorganizava dentro da casa.
Helena percebeu isso quando fechou a última janela.
O vento não empurrou.
Não testou.
Apenas passou.
Ela apoiou a mão na madeira e ficou ali por alguns segundos, respirando. O ataque invisível do dia não tinha deixado marcas externas, mas o corpo ainda carregava a memória dele. A mente, principalm