— O que está fazendo? — A voz de Dante ecoa fria pela sala.
Celina congela com os dedos ainda presos no envelope. Ela vira lentamente, escondendo qualquer traço de surpresa por detrás da expressão contida. Seu olhar se encontra com o dele.
Dante está à porta, o rosto sombrio, os olhos negros como tinta fresca. A luz da sala cintila sobre as lentes da luminária, refletindo parcialmente em seu rosto e fazendo sua presença parecer ainda mais imponente. Ele não está com raiva. Mas também não está c