A delegacia está estranhamente silenciosa.
O som das teclas apressadas e dos telefones que costumavam tocar sem parar foi substituído por um ambiente contido, quase contemplativo. Muitos agentes estão em campo, outros recolhidos a salas fechadas, afogados em relatórios e burocracias.
Celina atravessa o corredor com os passos firmes e silenciosos de quem conhece aquele prédio com mais intimidade do que gostaria. As solas dos seus sapatos mal fazem ruído contra o piso encerado. Seu olhar passeia