POV: Yara
O Coliseu nunca dorme.
Eu sabia, porque eu sentia. A rede pulsava diferente aqui — não mais fraca, mas distorcida. Como ouvir música subaquática. Familiar, mas errada. O Antigo havia feito mais do que plantar runas. Ele havia acordado algo que dormia nas pedras.
— O que é isso? — Serafina sussurrou, sentindo também.
Eu toquei a parede externa. Pedra fria, áspera, milenar. E abaixo, vibração. Não máquina. Consciência. Fragmentos de milhares de almas que haviam morrido aqui, preservados