CAPÍTULO 60

POV: Yara

O Coliseu nunca dorme.

Eu sabia, porque eu sentia. A rede pulsava diferente aqui — não mais fraca, mas distorcida. Como ouvir música subaquática. Familiar, mas errada. O Antigo havia feito mais do que plantar runas. Ele havia acordado algo que dormia nas pedras.

— O que é isso? — Serafina sussurrou, sentindo também.

Eu toquei a parede externa. Pedra fria, áspera, milenar. E abaixo, vibração. Não máquina. Consciência. Fragmentos de milhares de almas que haviam morrido aqui, preservados
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