POV YARa
O hotel ficava em uma rua tranquila, a poucos quarteirões do centro histórico. Quando o táxi parou em frente à fachada clara, com janelas altas e luzes suaves acesas apesar do fim de tarde, senti algo dentro de mim desacelerar pela primeira vez desde que saí de casa.
Roma tinha esse efeito. Mesmo sem eu entender completamente por quê.
O saguão era silencioso, elegante sem esforço. Mármore claro, um perfume discreto de lavanda no ar, funcionários falando baixo em italiano impecável. Fiz o check-in quase no automático, agradecendo quando me entregaram o cartão do quarto e indicaram o elevador antigo, com portas douradas.
Quando a porta do quarto se fechou atrás de mim, o silêncio foi absoluto.
Encostei a mala perto da parede e fiquei parada por alguns segundos, apenas respirando. O quarto era amplo, tons de bege e branco, cortinas longas, uma cama grande perfeitamente arrumada. A janela dava para uma rua estreita de pedras antigas, com varandas cheias de plantas e roupas pendur