POV YARA
O impacto das rodas tocando o solo italiano foi suave, mas o efeito dentro de mim não foi. Meu estômago se contraiu num misto de alívio e expectativa, como se eu estivesse cruzando não apenas fronteiras geográficas, mas algo muito mais íntimo. Quando os motores diminuíram e os aplausos discretos surgiram em alguns assentos, eu respirei fundo.
Itália.
Desafivelei o cinto com calma, observando o movimento ao redor. Alessandro ainda estava algumas fileiras à frente, conversando com o amigo. Eu não precisava olhar para saber — sentia. Era como uma presença constante, silenciosa, impossível de ignorar.
Peguei minha bolsa de mão, conferi documentos automaticamente — passaporte, carta da universidade, seguro — tudo ali. Organizado. Seguro. Controle. Eu precisava disso.
Quando finalmente me levantei, o corredor estava cheio demais para pressa. Pessoas cansadas, vozes em línguas diferentes, o som típico de fim de voo. E então, por um instante breve, Alessandro virou o rosto.
Nossos ol