(POV Angelo)
O tiro não encerra.
Ele começa.
Eu sei disso no exato segundo em que o som atravessa o ar e se instala dentro do meu peito como algo vivo, pulsante, irreversível.
Não existe silêncio depois.
Não existe alívio.
Só ruptura.
Tudo explode.
Literalmente.
Não é só uma sensação.
A base treme como se estivesse sendo arrancada do próprio chão, como se alguma força invisível estivesse rasgando sua estrutura de dentro para fora.
O impacto vem em ondas.
Primeiro o som — ensurdecedor, bruto, im