Simon Kaelen
— E o que o meu corpo quer? — Ela perguntou. A voz era puro desafio, mas os olhos... os olhos entregavam a traição dos sentidos.
Eu não respondi com palavras. O tempo de negociar tinha acabado no instante em que a vi sob as luzes frias e estéreis daquele estacionamento. Aproximei-me com a calma predatória de quem já conhece o desfecho da caçada. Segurei seu rabo de cavalo com firmeza, puxando sua cabeça levemente para trás, forçando-a a encarar o abismo que eu era. Ela manteve os ol