Não sou, nunca fui, nunca serei.
Helena Aris
A liberdade tinha um gosto metálico e viciante. Enquanto eu caminhava pelo mármore do pátio, sentindo o sol da manhã aquecer o couro da minha jaqueta, cada passo dos meus saltos soava como uma nota de uma marcha fúnebre.
Eu podia sentir os olhos dos seus cães de guarda em minhas costas, pesados de incerteza. A sensação de poder era inebriante; eu havia imposto o xeque-mate. Eles não ousariam me tocar, e Simon, em sua torre de cristal, saberia que as grades da sua gaiola de ouro era