Simon Kaelen
Do quadragésimo andar, a cidade não passava de um aglomerado de luzes. As ruas silenciosas indicavam que o mundo lá fora dormia, enquanto eu apreciava o isolamento da minha cobertura. Era o único lugar onde o ruído da mediocridade alheia não conseguia me alcançar, embora, às minhas costas, a limpeza do ambiente ainda estivesse em curso.
Mesmo com o cristal do copo de uísque em minha mão, o cheiro de sangue impregnado no ar era um lembrete persistente do que havia acontecido ali. Eu