Darya ficou rígida no início, um reflexo involuntário de quem passou a vida inteira a encolher-se perante toques, expectativas, comparações e palavras que magoavam. O corpo dela parecia preparado para recuar, para se proteger, para não acreditar que aquele gesto fosse real.
Mas Ariella não recuou.
Não apressou.
Não pressionou.
Limitou-se a abraçá-la com a paciência de quem sabe que algumas feridas são demasiado antigas para se curarem com pressa. E, aos poucos, muito devagar, o corpo de Darya c