CAPÍTULO 95
A voz que ele sabe que ela não pode esquecer
A gravata desliza pelos pulsos dela como um segredo sendo desfeito.
Mas não é um gesto de libertação — é uma concessão calculada. Um privilégio que ele dá de propósito: o de usar as mãos nele.
Os dedos de Alinna sobem pelo abdômen dele, explorando o caminho até o peito. As unhas arranham de leve, deixando marcas tênues na pele quente. A venda nos olhos, longe de limitar, amplifica cada sensação. Ela não precisa ver.
Ela o sente — o peso