CAPÍTULO 115
Quando a fuga se transforma em sentença.
O sol ainda não havia nascido, mas o hangar da M&B Holdings já respirava tensão. O som metálico das malas batendo contra o assoalho do jato particular ecoava como tambores de guerra. Salvatore Ricci e Helena Montrose, os dois amantes que haviam traído a confiança do conselho e alimentado seus próprios bolsos com o dinheiro da corporação, caminhavam apressados, trocando olhares carregados de medo.
Helena tremia, os saltos ecoando altos demais no espaço vazio.
— Vamos, Sal! Antes que eles percebam!
— Relaxa. — Salvatore respondeu com o rosto suado. — Tenho contatos, aviões, rotas. Eles não vão nos pegar.
Mas enquanto ele falava, Lucas já interceptava cada movimento. Do subterrâneo, os dedos dele voavam pelo teclado, rastreando conversas de celular, ligações apagadas às pressas, mensagens encriptadas enviadas a capangas. O mapa do hangar surgiu na tela. Um ponto vermelho piscava no local exato onde eles estavam.
— Estão juntos. — Luca