CAPÍTULO 84
A Dor silenciosa com gosto de culpa. O que o coração de uma mãe não expressa.
Alinna manteve os olhos na janela. Do outro lado do vidro, a Sicília passava como um filme mudo — ruas estreitas, varais com roupas tremendo no vento, pedras antigas, cúpulas douradas pelo sol. Tudo se movia como um cenário distante, sem som, sem voz. E ela, por dentro, sentia-se assim também: muda, esvaziada.
“Sem Eduard.”
A frase dita por James, dentro das paredes frias do mausoléu, ainda soava como um g