O sonho vinha em fragmentos.
Marcelo nunca sonhava de forma linear. Eram imagens quebradas, sensações soltas, pedaços de memória que surgiam sem aviso e desapareciam antes que ele pudesse organizá-los. Naquela noite, porém, algo foi diferente. O sonho não se dissolveu ao acordar. Ficou.
Ele estava de novo no pátio da escola.
O chão era áspero, o sol forte demais, o barulho alto demais. Crianças corriam, gritavam, riam. Marcelo estava ali, pequeno, magro, c