Eduardo sempre acreditara que ética era um conceito flexível.
Não no sentido vulgar da palavra, mas no sentido prático. Ele crescera aprendendo que o mundo corporativo não recompensava ingenuidade. Havia regras escritas — e havia as reais. Marcelo ensinara isso com clareza desde o primeiro dia: vencer exigia frieza, não sentimentalismo.
Durante muito tempo, Eduardo concordou.
Executar ordens nunca lhe parecera um problema. Ele não sabotava pessoalmente, nã