Raquel acordou antes do despertador tocar.
O hábito vinha dos anos em que precisava provar, diariamente, que era competente o suficiente para ocupar qualquer espaço. Mesmo agora, no topo, o corpo mantinha a disciplina como um reflexo de sobrevivência. Ela sentou-se na cama, respirou fundo e deixou os pensamentos organizarem-se antes de tocar no celular.
Havia uma certeza silenciosa martelando desde a noite anterior: aquilo não era acaso.
Os erros registrados nos relatórios, a