Mikhail Vasiliev
O ataque contra Alena não saía da minha cabeça.
A lembrança dela, assustada, ofegante, depois de quase ser atropelada, era um soco que eu não conseguia digerir. Alguém estava mexendo com a minha mulher. E isso, para mim, Mikhail Vasiliev, era imperdoável.
Na manhã seguinte, a reunião com o conselho da máfia foi convocada. Os principais nomes sentaram-se em volta da mesa longa e pesada de carvalho. Conversas paralelas surgiam, cada um defendendo suas próprias teorias sobre os últimos movimentos suspeitos.
Cruzei os braços e ouvi em silêncio. Meus olhos estavam fixos nos rostos, um por um, analisando. Qualquer um, mesmo aqueles com quem eu já tinha costume de lidar, poderia ser um suspeito. Qualquer um poderia estar tentando tirar meu foco, mexer com a porra da minha mente.
Enquanto as vozes ecoavam na sala, um nome específico começou a se formar em minha mente. Não havia provas ainda, mas algo em mim gritava: Carlo Moretti.
Meu aliado italiano. Velho conhecido. E ao me