Mikhail Vasiliev
Deixei Alena no restaurante e caminhei até o beco atrás dele. O sol da tarde projetava sombras longas no chão de paralelepípedo, e o ar estava pesado com cheiro de massa, azeite e uma ponta de sangue — mesmo que ninguém mais sentisse.
Serguei me esperava com as mãos cruzadas atrás do corpo, a postura rígida como um cão treinado. Ao lado dele, o italiano estava de joelhos, gemendo baixo. Sangue escorria do nariz e da boca, e eu sequer precisei perguntar o motivo.
— Ele nos segui