Mikhail Vasiliev
A água do chuveiro escorria pelo meu corpo, levando embora o suor da manhã — mas não o desejo. Isso não saía fácil. Não importava quantas malditas repetições eu fizesse: a tensão continuava ali. Cravada. Viva. Pulsando sob a pele.
Saí do banho e sequei o corpo, ainda com o maxilar travado. Vesti uma bermuda escura, uma camiseta qualquer e fui direto para a cozinha, onde a empregada já havia deixado o café pronto.
— Onde está Alena? — perguntei, sem rodeios.
— Bom dia, senhor. —