Santino sorri e me beija na testa. Aquele beijo.
Na hora, minha garganta aperta, seca. E então vem — como um raio atravessando o nevoeiro — a cena dele fazendo exatamente esse gesto. Não aqui. Lá fora. À beira da piscina. O sol refletindo na água, o calor grudando na pele, ele só de bermuda, o corpo molhado e bronzeado, a respiração ofegante. Me puxa da água pela cintura, firme, e eu tremo, mais pelo toque do que pela água gelada. Subo pela escada estreita, sentindo o metal frio sob meus pés, e