Na segunda-feira, Tina chegou no prédio de Máximo bem cedo, já com a decisão tomada: se ele começar com gracinha, ela vira e vai embora, simples assim.
Máximo já havia começado as mudanças no apartamento no domingo. Não conseguia parar de pensar em Tina e, se não arrumasse nada para fazer, ia aparecer lá na casa dela.
Então, ele já tinha tirado as cortinas e embalado as coisas de Valentina que ele trouxe da Itália para, no caso de ela aparecer, não se sentir deslocada.
Tina entrou e ficou olhando para as caixas empilhadas no corredor.
— Está querendo começar do zero, é isso? Ela perguntou, entrando.
— Estou querendo começar de novo. Ele sorriu, se aproximando. — E, se der sorte, começar com você por perto.
Ela fingiu não notar o tom da voz dele, mas sentiu o corpo reagir.
— O que quer que eu faça?
— Que me ajude a escolher o que fica e o que vai embora. Ele apontou para o quadro coberto no canto. — Inclusive isso.
— O retrato dela?
— É. Ele passou a mão pelo lençol branco, sem coragem