O celular vibrou em cima da mesa da cozinha, bem na hora em que Tina tentava convencer Melinda de que três pães com carne não eram janta.
— Você vai explodir, menina! Ralhou. Servindo o suco. — Come uma fruta.
— Fruta é sobremesa — respondeu Melinda, com a boca cheia.
O toque do celular interrompeu a discussão. Tina enxugou as mãos no avental e olhou para a tela.
Máximo Sforza.
Abriu a mensagem devagar, meio desconfiada, meio curiosa:
> “Boa noite, só para te lembrar que segunda te espero aqui, ai vai minha localização, vou te esperar com o café da manhã pronto.”
Ela leu em voz alta, e Melinda arregalou imediatamente os olhos.
— Ele está te cantando, mãe!
Tina soltou uma risadinha e balançou a cabeça.
— Que cantando o quê, menina! Isso é trabalho.
— Trabalho com café da manhã? Provocou Melinda, mostrando o celular. — Olha! Ele mandou um gif de uma moça mandando um beijo.
Tina tapou o rosto, rindo sem graça.
— Ai, meu Deus…
Mas, lá no fundo, o coração deu aquele salto bobo que ela fing