O prédio já estava quase em silêncio quando Máximo percebeu que Tina ainda não havia ido embora.
Rita já tinha batido o ponto, os jardineiros haviam saído, o escritório estava com aquele ar de fim de expediente que só quem manda em tudo reconhece.
E Tina…
Tina, não.
Ela continuava lá.
Máximo tentou se concentrar em qualquer coisa que não fosse isso. Falhou com excelência.
Esperou mais alguns minutos. Depois, mais cinco. Até que a curiosidade venceu o orgulho.
Pegou o paletó, largou sobre a cadeira e desceu.
O jardim estava mais silencioso, banhado por uma luz dourada de fim de tarde. E lá estava ela.
Ajoelhada. Luvas nas mãos. A terra revolvida com cuidado. Concentrada como se o mundo tivesse diminuído até caber naquele pedaço de chão.
— Então é isso que você faz quando todo mundo vai embora. A voz dele surgiu atrás, baixa.
Tina levou um susto leve, mas não pulou. Só virou o rosto devagar.
— Preparando o terreno. Respondeu simples. — As rosas brancas que você solicitou chegam amanhã c